Pensamentos…

Hoje decidi escrever sobre as minhas tatuagens…

Bem, minha primeira tatuagem foi a 20 de junho de 2020, decidi a palavra resiliência e um coração com as inicias da minha mãe e avó. Porque estas mesmas tatuagens? Pois bem, a palavra resiliência é derivado a tudo o que eu já passei e ultrapassei, tudo de bom e mau. Está palavra trás me tanto significado, é a capacidade de se adaptar a mudanças, de lidar com os problemas, a superação a obstáculos ou de resistir à pressão de situações adversas (seja ao stress, algum tipo de trauma, etc). Por isso sim, agradeço a tudo o que eu já passei ate agora porque tornou-me a pessoa que sou hoje em dia. Se alterava algumas coisas? Poderia alterar, mas não seria toda a historia porque se ainda estou ca é porque sobrevivi, e acredito que tudo o que seja posto no nosso caminho seja para demonstrar que somos fortes e que conseguimos ultrapassar.

Em relação à tatuagem com as iniciais, é uma forma de poder ter elas sempre presentes na minha vida, aconteça o que acontecer, estão e estarão sempre comigo, nos momentos bons e igualmente os maus. São as mulheres mais importantes da minha vida e só lhes tenho a agradecer por tudo, pelo apoio, carinho, suporte, companhia, por tentarem fazer com que nunca me falte nada.

Se me arrependo? Não… Nunca. Foi das melhores coisas que fiz! E vejam lá que tenho um pavor tremendo a agulhas. Se já penso na próxima? Claro, até porque a próxima será dedicada à minha gata Lua que infelizmente já faleceu. Por isso terá um significado tao importante como às restantes.

Desabafo parte I

Muito obrigada a todos os que me acompanham nesta nova jornada!

Começo assim com um desabafo de uma doença chamada depressão. Tudo começou em junho de 2020, estava a sentir-me zonza, não conseguia sair da cama nem fazer nada, tudo incomodava-me, mal dormia também. Tanto eu como os médicos pensamos que fosse um problema de tensão porque existe pessoas na minha família que sofrem com isso. Lá fiz a medicação e estava a sentir-me melhor, mas, na verdade, deixou de ser assim, voltei a sentir-me pior, não me apetecia trabalhar, na verdade… não me apetecia fazer rigorosamente nada a não ser estar deitada no meu cantinho e sem as pessoas a incomodarem.

Lá fui eu novamente ao médico porque eu sabia que não estava bem, algo se passava. O meu médico começa a fazer perguntas de despiste, onde, eu que já tenho o curso de psicologia sabia que despiste ele estava a fazer e o que as minhas respostas implicavam, mas tinha que responder o mais sincera possível para poder saber o que realmente se passava, mesmo apesar, de la no fundo saber qual era o diagnóstico, mas não o queria aceitar derivado a ser muito nova, com uma vida toda pela frente e estava num dark place. Meus sentimentos pelas pessoas eram 0, minha vontade de estar com elas também era 0. Na verdade, minha vontade de viver não era muita, mas, meu pensamento era sempre de dar a volta a isso. E pronto, fui diagnosticada com depressão, como podem perceber por aquilo tudo que referi. Comecei a tomar medicação, ajudou nos primeiros tempos, mas la voltei eu a deixar de dormir novamente, médico então receitou-me algo bem mais forte, e a partir dai “tudo se voltou a compor”, pelo menos, na parte de dormir.

Sabem aquela típica frase em que se diz, que é na doença em que vemos realmente quem está lá para nós? É verdade. Infelizmente as pessoas que achava que estavam do meu lado… deixaram de estar, não se preocupavam com nada, só sabiam era se preocupar com o trabalho e incomodar-me com isso, mesmo sabendo que eu não estava bem e que estava de baixa médica. É aqui que se conhece as pessoas, infelizmente ou felizmente, porque fez-me abrir os olhos. E posso vos dizer que é contado pelo os dedos as pessoas que gostam verdadeiramente de mim e que estiveram e estão para mim, já agora, um enorme obrigada.

Mas até ficar “melhor” tive que passar por muita coisa, por um processo relativamente grande, e até deixar a medicação também. Infelizmente há imensas pessoas que têm esta mesma doença, e que ficam anos e anos presos nela. Tive e tenho a sorte de poder estar melhor e já não estar a tomar medicação, é claro que é como tudo na vida. Há dias bons e maus, ponto. Basta terem as pessoas certas do vosso lado, os médicos certos, alguém para vocês conversarem. Se não tiverem, acreditem que há pessoas que estão dispostas a ajudar.

Memórias

Está pequena imagem descreve um grande amor.

5 meses, 5 meses sem ti, que saudades, saudades das tuas loucuras, dos teus mimos, de ficares ao meu lado quando sabias que eu não estava nada bem. Decidiste partir na altura mais difícil da minha vida, e que 360 que ela deu. Estava com depressão, sem vontade para fazer nada, com tonturas, 100% de vontade de ficar na cama, 100% vontade de chorar todos os dias e de dormir o dia inteiro. Sim, isto é a triste realidade com alguém que vive da doença chamada “Depressão”. Eras a minha força, a minha alegria, a minha vontade de me levantar da cama porque querias atenção e merecias como é obvio.

Mas infelizmente, ficaste doente, sem saber o que passava contigo e a pensar como é que tinhas ficado doente. Teu percurso foi super pequeno, mas os teus dias cá sei que foram felizes, se também que sabias e que sabes que eu amo-te com toda a minha alma e coração. Sabes, ainda me custa falar sobre ti. A dor da tua perda continua tao mas tao presente. Dizem que o tempo faz passar a dor, lamento informar, não faz. Obviamente sei que partiste por alguma razão foi, e sei também que fiz todos os possíveis e impossíveis para que ficasses bem.

LUA HÁ SÓ UMA E ÉS TU. Continua a ser o meu anjo da guarda, até um dia, da tua dona que te ama imenso.

Pequena introdução

Blog pessoal com o intuito de poder falar do meu dia-a-dia, dos sucessos e das dificuldades.

Sou uma mera rapariga de 24 anos que vive na linda Ilha da Madeira; atualmente desempregada à procura de um emprego que me faça ter mais vida, poder sair de casa, fazer algo de que realmente gosto, enquanto que nada aparece, minha vontade de me ocupar no dia-a-dia é enorme como podem compreender e por isso a decisão de fazer um blogue pessoal para poder também ter um maior contato com as pessoas.

Tenho a necessidade constante de conseguir ajudar pessoas e então esta experiência passa por isso mesmo o querer ajudar as pessoas e para que as mesmas possam ver que passamos quase todos pelo mesmo ou então descobrir finalmente que existe alguém que está a passar pelo mesmo ou por situação muito parecida.

Adoro a escrita, a fotografia, animais de estimação, comida, filmes e séries, passear pela maravilhosa ilha.

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