Desabafo parte I

Muito obrigada a todos os que me acompanham nesta nova jornada!

Começo assim com um desabafo de uma doença chamada depressão. Tudo começou em junho de 2020, estava a sentir-me zonza, não conseguia sair da cama nem fazer nada, tudo incomodava-me, mal dormia também. Tanto eu como os médicos pensamos que fosse um problema de tensão porque existe pessoas na minha família que sofrem com isso. Lá fiz a medicação e estava a sentir-me melhor, mas, na verdade, deixou de ser assim, voltei a sentir-me pior, não me apetecia trabalhar, na verdade… não me apetecia fazer rigorosamente nada a não ser estar deitada no meu cantinho e sem as pessoas a incomodarem.

Lá fui eu novamente ao médico porque eu sabia que não estava bem, algo se passava. O meu médico começa a fazer perguntas de despiste, onde, eu que já tenho o curso de psicologia sabia que despiste ele estava a fazer e o que as minhas respostas implicavam, mas tinha que responder o mais sincera possível para poder saber o que realmente se passava, mesmo apesar, de la no fundo saber qual era o diagnóstico, mas não o queria aceitar derivado a ser muito nova, com uma vida toda pela frente e estava num dark place. Meus sentimentos pelas pessoas eram 0, minha vontade de estar com elas também era 0. Na verdade, minha vontade de viver não era muita, mas, meu pensamento era sempre de dar a volta a isso. E pronto, fui diagnosticada com depressão, como podem perceber por aquilo tudo que referi. Comecei a tomar medicação, ajudou nos primeiros tempos, mas la voltei eu a deixar de dormir novamente, médico então receitou-me algo bem mais forte, e a partir dai “tudo se voltou a compor”, pelo menos, na parte de dormir.

Sabem aquela típica frase em que se diz, que é na doença em que vemos realmente quem está lá para nós? É verdade. Infelizmente as pessoas que achava que estavam do meu lado… deixaram de estar, não se preocupavam com nada, só sabiam era se preocupar com o trabalho e incomodar-me com isso, mesmo sabendo que eu não estava bem e que estava de baixa médica. É aqui que se conhece as pessoas, infelizmente ou felizmente, porque fez-me abrir os olhos. E posso vos dizer que é contado pelo os dedos as pessoas que gostam verdadeiramente de mim e que estiveram e estão para mim, já agora, um enorme obrigada.

Mas até ficar “melhor” tive que passar por muita coisa, por um processo relativamente grande, e até deixar a medicação também. Infelizmente há imensas pessoas que têm esta mesma doença, e que ficam anos e anos presos nela. Tive e tenho a sorte de poder estar melhor e já não estar a tomar medicação, é claro que é como tudo na vida. Há dias bons e maus, ponto. Basta terem as pessoas certas do vosso lado, os médicos certos, alguém para vocês conversarem. Se não tiverem, acreditem que há pessoas que estão dispostas a ajudar.

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